Foi louco! Não poderia dar outro “adjetivo” a cicloviagem que eu e meu amigo Ricardo Carnaúba (boo) fizemos. A primeira cicloviagem que faço e apesar da mudança, subtancial, de planos, foi muito legal, produtiva e com muitos aprendizados.
A idéia inicial era saírmos de Sorocaba/SP as sete da manhã do dia 1o de novembro (sábado) com destino a cidade de Salto/SP, especificadamente na chácara da tia do Boo. Porém, devido ao cansaço da semana, baladas e afins, saímos as onze horas da manhã desse mesmo dia.
Empolgados, pegamos nossas bikes devidamente ajustadas e saímos pro pedal. Como o boo é de São Paulo e nunca tinha vindo pra Sorocaba, minha idéia era fazer um rolezinho na cidade, aproveitando para comprar algumas coisinhas que faltavam como câmaras, kit remendo e etc. Passamos em uma bicicletaria relativamente perto de casa, compramos o que tinha que ser comprado e tomamos rumo, pelo centro comercial da cidade, a Rodovia Sendor José Ermírio de Moraes, vulgo “Castelinho”. Antes de chegarmos a citada rodovia, o percurso foi parte pela rua, como é de nosso direito, outra parte em ciclovia, como é de nosso dever.
No meio do caminho paramos no supermecado Extra, onde tomamos uma água, o boo tomou um gatorade (1), comemos uma granola e umas bananas seca. Levamos uma idéia de baixo de uma enorme árvore no estacionamento do tal supermercado e decidimos sair. Um pouco de rua, “rachando” com carros e motos (essa segunda sem qualquer resquício de respeito no trânsito) e depois dá-lhe ciclovia. Debaixo da ponte que dá acesso à Castelinho, conversamos um pouco sobre a segurança, o que fazer e como fazer, em termos de sinalização e convivência com veículos motorizados.
Subimos a ponte e num trecho delicado (sem acostamento, no meio da rodovia), iniciamos o pedal na rodovia. Pedalamos debaixo de um Sol escaldante por cerca de 5km, onde avistamos uma árvore que fazia uma generosa sombra. Não resistimos ao frescor da sombra e resolvemos parar para tomar mais um gole d’água. Da árvore, fomos pedalando até um posto de gasolina, já perto da entrada que dá acesso a rodovia Castelo Branco. Comprei uma água, enchi minha caramanhola, comi um nutri e o boo tomou mais um gatorade (2).
De lá fomos até a entrada que dá acesso a estrada velha para Itu. Decidimos então voltar, já que passavam dos 30km rodados. Na volta, mais algumas paradas para fotos, hidratação, descanso e uma delas novamente no Extra para comprar macarrão e molho para preparar nosso “troféu”. Depois de quatro subidas ingrimes, já esgotados pelo pedal longo (pelo menos para nós) foi dificil acreditar que havíamos chegado. Tomei um gatorade que tinha em casa e o boo tomou outro (3). O boo preparou o macarrão, que ficou muito bom, e nos esbaldamos de tanto comer.
No final das contas, obtivemos os seguintes dados:
- 62 km/h velocidade máxima
- 62 km distância percorrida
- 19,5 km/h velocidade média
- 3h28min tempo total de pedal (útil)
A lição aprendida foi que precisamos nos planejar melhor em relação ao percurso e horário, treinar mais para se preparar para esse tipo de evento e tomar mais cuidado com a alimentação, coisa que poderia nos ter rendido alguns quilometros a mais e menos cansaço.
Até a próxima cicloviagem.













November 4th, 2008 at 22:53
Um dia, um dia irei fazer o mesmo que os meus grande amigos fazem. O que eles fazem na verdade é ter tempo para além de cuidar da saúde se divertirem com isso, e aliviar o stress maldito gerado no dia a dia (segunda à sexta na “obra”).
Só o que tenho a dizer é parabéns por tal objetivo conquistado, e que o diga em tão pouco tempo de preparo, afinal, para quem começou a pedalar em pouco mais de um (1) ano ter tanta disposição como você, é de se “tirar o chapéu” como diz o Raul Gil. [RS]
Outra coisa porrquê deixou claro a quantidade de Gatarade tomando pelo “boo”? [RS]
inté nossa futura cicloviagem.
November 4th, 2008 at 23:18
É isso mesmo, superatrativo. Não é “só” esporte, não é “só” lazer, não é “só” meio de transporte: é viver!
É sair do stress, apreciar as belezas de um dia de sol ou o frescor de um dia de chuva, é se dar conta que sua vida vale mais do que o tanto de dinheiro que “precisa” ganhar ou o carrão importado do salão do automóvel que tanto desejaria. É viver de forma plena, conquistando a sua felicidade e não a qual dizem que você deve buscar.
Espero você na próxima.
Au revoir.
November 10th, 2008 at 18:04
Ae senhores, parabéns pela iniciativa.
Cicloviagem é assim memo, planeja, planeja e algo sempre enrosco, o válido é como citado aprender com os erros, nunca desistir e curtir sempre.
Boa.
ae, um conhecido de Itu quer fazer o caminho da fé, parece que vai ficar pro início de Janeiro, vamo ae?
abraços.
November 10th, 2008 at 23:01
Ae jups, valeu pelos comentários.
Eu to dentro!
São quantos quilometros? Qual o caminho (não o da fé (trocadilho))?
Até janeiro/2009 dá pra treinar legal e fazer um “longão” com menos sofrimento.
Valeu.